O poder da dança do ventre

Muito já se falou sobre as origens da dança do ventre e seus mistérios. É fato que não foi possível datar a origem desta arte, nem tampouco o país exato, mas já foram publicados inúmeros artigos sobre sua função ritualística e sobre a devoção à Deusa.
A dança do ventre é mais que tudo isso.
De uma maneira geral, as atividades físicas são muito recomendadas devido aos benefícios à saúde, mas a dança também promove bem-estar devido à inspiração artística. O envolvimento do dançarino com a música transcende meros conselhos médicos, envolve e transporta o ouvinte para outra realidade.
Na dança do ventre, essa relação é ainda mais profunda. Para cada música, os movimentos são diferentes, os objetos em cena tem seu significado, as roupas devem estar de acordo com todo o contexto daquele momento e daquele número.
A dançarina é envolvida numa aura de magia e misticismo. A sensualidade está no ar, não apenas pela beleza das roupas ou pela força expressiva das músicas, mas pela suavidade dos movimentos.
E diante de tanto simbolismo, não há como não se deixar levar. A mulher que pratica a dança do ventre desenvolve sua auto-estima. É comprovado em qualquer academia que ofereça a modalidade: não é preciso ser jovem, bonita, elegante, magra, gostosona. Basta começar. A prática da dança do ventre faz com que cada mulher se descubra, se encontre.
A grande revelação desta dança é que todas nós podemos ser especiais, e cada uma à sua maneira. Imagine que, numa dança que move todo o corpo, mas onde cada parte se movimenta isoladamente das outras, as diferenças entre as mulheres revelam que cada uma tem sua própria dança para mostrar. Ainda que se coloque duas mulheres muito parecidas lado a lado, fazendo a mesma coreografia, serão duas danças diferentes. E é nessa diferença que cada uma pode mostrar o que sente, o que é, o que pode.
Praticar a dança do ventre é olhar para si e deixar-se olhar pelo outro.
Porque, acima de tudo, a dança do ventre é sentida pela dançarina. É quase uma devoção.
O ventre sagrado, que gera, que derrama amor sobre a Terra. É um elogio à feminilidade.
A dança do ventre, afinal, é uma celebração da vida!

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